O Pinscher é chamado na Alemanha como Zwergpinscher, seu título quer dizer “Anão mordedor”;
Independente da aparência semelhante com o Doberman Pinscher, o Pinscher Miniatura já existia pelo menos cem anos antes do Doberman ser desenvolvido;
De acordo com pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o Pinscher Miniatura é a terceira espécie mais famosa em território brasileiro (6, 6%), só perdendo para o Poodle (12, 1%) e o SRD (20, 6%).

A Origem do Cão Pinscher

Geralmente o Pinscher Miniatura é tido como uma versão menor do Doberman Pinscher, pela semelhança dos dois, todavia o Pin Min antecede esta espécie por, no mínimo, duzentos anos. Ele inicialmente trabalhava como um caçador de animais daninhos em celeiros alemães. Estima-se que esse cão de bolso é uma variação do Pinscher Médio que pertence à família dos Pinscher-Schnauzers, de origens muito antigas. O resultado foi um cão pequenino, amoroso e descarado.
Ele adquiriu fama em terras alemãs, seu lugar de origem, e nos territórios escandinavos, porém não demorou para que chamasse atenção em outras localidades do planeta. Surgiu em primeiro lugar durante uma mostra em Stuttgart, em 1900. Produtores estadunienses ficaram fascinados com o Pinscher e importaram exemplares para os Estados unidos da América, contribuindo muito para a propagação da raça. Chegaram à Grã-Bretanha e França só em 1950.
O Min Pin foi catalogado no American Kennel Club no ano de 1925 como um Terrier por causa de sua perícia na caça de ratos. Nessa época, já havia uma grande quantidade de Pinschers e o livro de criação de 1925 registrou por volta de mil e trezentas inscrições. O Pinscher Club of America foi criado em 1929 e os cães foram reclassificados como espécie Toy no ano de 1930. Como no Pinscher Alemão, das múltiplas variedades de cores existentes naquela época, apenas as cores preta, com marcações mais claras, e a vermelha, do sólido ao amarronzado, foram designadas para a produção.
Na América, preservaram a denominação Pinscher (Toy) até 1972, na ocasião em que assim foram renomeados como o Pinscher Miniatura.

Características Físicas do Cachorro Pinscher

O Pinscher Miniatura é um cão de enorme flexibilidade, aspecto muito deslumbrante e contido. É um cachorro de tamanho médio, constituição quadrada, havendo uma musculatura vigorosa e resistente. O Pinscher Miniatura é retraído com desconhecidos, e está a todo momento vigilante. Apesar do caráter amorável, é fantástico cachorro de guarda. A pelagem pequena e asseada do Pinscher Miniatura, contribui também a fim de que junte todas as características de um bom cão de apartamento.
A raça possui uma cabeça de forma alongada, com stop leve, entretanto muito definido, focinho terminando em cunha, com a trufa escura e bem definida. Os olhos da raça Pinscher Miniatura são escuros, de tamanho médio, cheios e de formato oval. A cauda, de inserção elevada e espessura mediana, é levada na vertical. A pele é colocada em cima de todo o corpo, o pelo é curto, alisado, endurecido ao contato, forte, reluzente, bem ajustado ao corpo. Pode ser unicolor (vermelho corça), desde o castanho avermelhado até o castanho avermelhado escuro, ou preto e pardo (black and tan).
De pequeno porte, a altura da raça Pinscher Miniatura fica entre vinte e cinco e trinta centímetros, mensurados sempre a elevação da cernelha.

Temperamento do cachorro Pinscher

racas-de-caes - Pinscher - Informações Gerais - Pinscher - Informações Gerais

O Pinscher tem como principal qualidade sua bravura e uma personalidade marcante. É normal que os tutores de Pinscher assegurem que o cão só é nanico e frágil na aparência. É um cão inteligente e, consoante a qualificação de Stanley Coren em seu impresso “A Inteligência dos Cães”, está na 36ª colocação em disciplina para a tarefa.
É um cachorro muito dinâmico, com enorme força e disposição e enorme apego ao proprietário. Curioso e malandro, o Pinscher mesmo com seu tamanho encurtado não é um cão totalmente recomendável para crianças, uma vez que no entusiasmo da brincadeira, elas são capazes de acabar machucando o cachorro que, em consequência, sentindo-se agredido pode revidar. No entanto se o cachorro for criado na companhia de crianças que saibam brincar será um parceiro formidável por causa de sua disposição e vitalidade.
Por ser um cachorro de guarda, o Pinscher conta com um forte instinto territorialista, o que pode fazer com que não meça esforços em proteger o seu proprietário. Atento, é excelente cão de vigia, apto a ladrar ao menor sinal de que há algo anormal ocorrendo. Muitos cachorros acabam sendo latidores e intensamente excitáveis, mas estas características devem-se mais a problemas de criação e instrução ou por serem resultado de acasalamentos não sugeridos do que às características da raça. São justamente estes cães que renderam à espécie a fama de serem compulsivos ou descontrolados.

A Superioridade da Raça Pinscher

Por ser pequenino, é um dos mais escolhidos para residir em apartamentos, mas é muito ruidoso e bastante elétrico (vale ressaltar).
O Pinscher é muito dócil com as pessoas de casa, bastante sensível, e bastante ciumento com pessoas que nunca viu. A raça média é muito menos disseminada do que a Miniatura, porém deve ser redescoberta, pois tem enormes qualidades comportamentais. Para domesticar este cachorro é essencial exercer o método da famosa “mão de ferro em uma luva de veludo”, ou o cão pode se tornar muito birrento (como todos os cachorros bastante dominadores). Com uma característica igual a de um Dobermann, o Pinscher é um cachorro calmo e controlado, que inclusive funciona como estupendo animal doméstico.

Problemas usuais do Pinscher

Segundo os criadores, os maiores incômodos do Pinscher são os donos, que desde bem cedo e mesmo sem terem consciência acabam provocando atitudes extremadas por acharem graça naqueles pequeninos rosnando e ladrando como se fossem grandes. E, uma vez a associação feita, revisar o inconveniente no momento em que os cachorros se tornam maduros é muito mais difícil. Possivelmente esta confusão ocorra porque vários donos acham que, por seu porte físico, o Pinscher seja só um cachorro de companhia (o American Kennel Club qualifica o Pinscher como cão de luxo).
Os equívocos na domesticação, mesmo assim, não impedem que diversos cães tenham comportamentos desagradáveis em razão de sua procedência genética, quando acasalam-se por exemplo dois cães muito agressivos ou ruidosos.
Também no que se refere à vitalidade extrema dos Pinschers, sabe-se que quanto menor o tamanho de um animal, mais intenso é seu metabolismo e mais energias eles têm chance de queimar, porém no entanto, têm limites exatos entre um metabolismo alto e um cão inquieto ou tremendamente violento.
Outro fator que levou a uma certa intensificação da agitação foram as muitas misturas que ocorreram não apenas entre os Pinschers e os Chihuahuas, entretanto entre os Pinscher e os Terriers Brasileiros (Fox Paulistinha).

Como Cuidar de um Pinscher

O Pinscher vive entre 12 e 14 anos quando bem tratado. Para o bichinho possuir uma expectativa de idade longa, deve-se ficar atento aos cuidados. O cãozinho, tem muita energia em razão do pequenino porte físico. Ele se satisfaz bastante bem com exercícios dentro da própria casa, entretanto nada como um jardim a fim de que ele consiga correr livremente, pois somente dentro da casa ele não vai ser completamente feliz.
Procure, embora, lugares protegidos a fim de que ele consiga correr sem impedimentos. O cão desta espécie não gosta de climas frios e, assim, deve ser criado dentro de casa, e seu pelo é curto, sendo simples de manter sempre limpinho e saudável.
Determinados donos de Pinschers acabam intensificando o costume dos cachorros latirem por acharem “engraçadinho” um cão tão pequenino rosnar e ladrar com muita potência, e isto deu fama à raça de ser neurótica e até mesmo barulhenta. Carecem de ser bem-educados, porque, do contrário, podem se tornar bastante hostis.

Filhotes do cão Pinscher

Antes de se comprar um filhotinho procure assegurar-se de sua proveniência. Cachorros de raça pura fornecem menos riscos de engano do que cachorros de procedência incerta. No geral, é possível identificar quando existe misturas da seguinte maneira:
Misturado com Chihuahua: o cachorro tem orelhas laterais, olhos saltados e redondos e o crânio inclusive redondo, em um formato de maçã.
Combinação com o Terrier Brasileiro: tamanho ligeiramente maior; manchas brancas nas patas, na ponta dos dedos e na ponta do rabo; pés tendendo a ovais; garupa cilíndrica.
Mais uma dica valorosa é não escolher os de porte pequeno. Isso porque o padrão da raça limita o porte em 25cm. Abaixo disto, além do risco de cães mais agitados, as proporções físicas inclinam-se a ser menos perfeitas. Fêmeas bastante pequenas são capazes de sofrer complicações ao longo do parto. Procure conhecer os pais do seu futuro filhotinho e apurar se não são violentos e latidores.
Durante as brincadeiras com os filhotinhos, necessita-se possuir atenção e cuidados redobrados com o intuito de não causar acidentes. Puxões e apertões num filhotinho tão pequenino podem resultar em lesões e distensões. O mesmo se aplica aos lugares aos quais o filhote tem acesso. Necessita-se evitar que ele fique sozinho por cima de móveis, ainda que baixos como sofás e camas, porque para ele, uma queda desta pequena altura é capaz de ser fatal.
Outro cuidado relevante com o filhotinho é não deixar ao seu alcance pequenos objetos que podem tranquilamente ser engolidos, como clips e moedas. Na hipótese de o filhote ter acesso a quintais, todo o cuidado é pouco com frestas em cercas e portões, dado que sendo curioso e desaforado, é capaz de facilmente escapar por pequeninos buracos.